Das Weisse Band, 2009
Direção: Michael Haneke
Escrito por: Michael Haneke
Com: Christian Friedel, Ernst Jacobi, Leonie Benesch, Ulrich Tukur, Ursina Lardi, Fion Mutert, Michael Kranz, Burghart Klaußner, Steffi Kühnert, Maria-Victoria Dragus, Leonard Proxauf, Levin Henning

Interessante esse seu comentário sobre o filme Mau, eu já tinha ouvido falar do filme e tinha visto que ele tinha ganhado alguns prêmios, mas eu não sabia nada da história nem que o diretor era Michael Hanake.
Gostei do “Violência Gratuita” e vou tentar assistir “A Fita Branco”.
Valew pela dica.
Vi “A Fita Branca” em pré-estreia, 23h da noite. Bela dirieção, argumento genial, fotografia maravilhosa. Mas, usando o termo cunhado pelo próprio Mau, é uma CACHAÇAAA!!! Loooooooongo, pesado, incômodo. Nunca quis tanto que um filme acabasse (mas ao mesmo tempo não conseguia deixar a sala de cinema). Me deu uma dor de cabeça que so foi passar no dia seguinte… Bom mas pesado, uma verdadeira cachaça
Assisti ‘A Fita Branca’ disposta a ver um filme longo, p&b, sem trilha sonora, pré-primeira guerra, alemão e, sobretudo, muito complexo. Foi tudo isso que me fez ficar com a ideia de que eu ia sair com aquela cara de violinista decadente no final. Mas depois que terminou eu entendi o porquê do frisson em cima do filme e concordei em gênerom, número e grau com todas as pessoas que estão favoritando-o como melhor filme estrangeiro deste ano. Então, superestimado ou não, ‘A fita branca’ me convenceu. Adorei!
“A Fita Brance” é lindo. Bárbaro. É denso, cru e forte. Nem lembra o Haneke do “mais-ou-menos” “Caché”. Aqui ele faz verdadeiramente uma obra. Não um filme pessoal como “Caché”, que é monótono, nada fluente, e não é cinematográfico ou belo.
Indico “Violência Gratuita” também. Tanto o original quanto a refilmagem.
Chato e super-estimado. Pretensioso demais, mas não alcança o que queria. Um Profeta(não sei se vai vir com esse nome para o Brasil) é muito melhor, digno de Oscar, mas a Fita Branca, injusta-mente, irá ganhar.
“A Fita Brance” é lindo. Bárbaro. É denso, cru, forte. Chato pra caralho. Espero nunca mais ver outra vez ><. Um daqueles filmes bons ( uma das melhores fotografias que já vi, fato , mas que pessoalmente, não "combinou com você" Nota: 8/10
PS: espero a critica de O Segredo dos Seus Olhos, um senhor filme, e que atrai a todos
Velho,
é lento, mas é filmaço certo.
Tem uma características típica do Haneke que é desdizer a conclusão narrativa típica dos americanos…
Ele faz o mesmo em outros.
Isso já dava para adivinhar…
Mas a fotografia é linda mesmo.
As atuações inclusive.
E a temática história perfeita.
Não gostei de “A fita branca”, principalmente se como tanto se fala por aí, ele tanta explicar a gênese do nazismo ou do mal propriamente dito. Isso é um tema muito complexo, e o filme, na minha opinião, é reducionista e simplista nesse sentido. Mas a fotografia é belíssima mesmo, e os atores, inclusive os mirins, dão um show de interpretação.
Abs
O filme tá aqui no cinema da fundação um tempão, só que não dá pra eu ir assistir, trabalho durante a semana inteira, e fds é fechado lá. Mas garanto que assistirei em DVD, esse filme tem cara de ser aquelas obras que tu assiste e tira como referência.
Abs!!!
Já tá na minha lista faz um tempo, vou ver se tá passando em algum lugar aqui do RIo
Deu vontade de ver!
é esse filme ta concorrendo ao oscar ne? se um dia eu ver o dvd vou tentar assistir!
Crimes de ódio não são novidade nos filmes de Michael Haneke (Violência Gratuita), e em A Fita Branca (Das Weiße Band), Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2009, ele procura a origem do crime de ódio mais filmado e analisado do século 20, o Holocausto.
Estamos em um vilarejo na Alemanha às vésperas da Primeira Guerra Mundial, e o vínculo com o nazismo é montado já na fala do narrador, que conta que ali, naquela comunidade, pequenos eventos prenunciam o que aconteceria com o país todo, anos depois. Haneke começa o filme, portanto, amarrado conscientemente nessa analogia com o Holocausto – e, ao seu modo habitual, começa a ditar o tipo que reação que espera do público.
O primeiro mistério é filmado com impacto: o médico do vilarejo está voltando para casa, montado num cavalo, quando um arame esticado entre cercas derruba o animal. Não se encontra o culpado pelo arame. Tempos depois, o filho do barão local se torna vítima. Em comum, os crimes têm a forma de castigo. Como em Caché, esse flerte com o subgênero do whodunit se reveste de comentário social – existe algo escondido ali, e não é só a identidade do criminoso.
O fato é que a punição, embalada como disciplina, está enraizada no vilarejo – e a fita branca do título, que o pastor local força dois de seus filhos a usar, como sinal de vergonha por pecados cometidos, é obviamente a antevisão da futura etiquetação antissemita de judeus nos princípios da Segunda Guerra. Costuma-se crer que Hitler chegou ao poder auxiliado pelo rancor que os alemães sentiam após a devastação do país na Primeira Guerra, mas para Haneke o embrião do mal é anterior.
E a maneira que o diretor austríaco encontra para dar rosto a esse mal é agressivamente despojada: close-ups de caras limpas, de feições sem traços de culpa ou de remorso, sem traço mesmo de ódio – ainda que esse ódio, nós sabemos, exploda de tempos em tempos. Um personagem diz, em algum momento, certeiro, que se trata de um ódio pior: os linchadores odeiam a si mesmos. De novo, como em Caché, a questão é entender quem é de fato a vítima.
Se A Fita Branca está preso à analogia com o nazismo, pelo menos a exerce com lampejos de brilhantismo, como no plano final, da missa na igreja, com sua arquitetura que lembraria depois um salão do Terceiro Reich. Independente da crítica que se faça à postura de Haneke diante do espectador, é inegável que ele está se fazendo entender.
Mau em que sentido você quer dizer que o filme é pesado? Violento? Psicologicamente denso?
VOLVER, vlw mau!
Eu fiquei bem curiosa com esse filme, embora o tema “nazismo, 2ª guerra” seja bem comum, meio batido no cinema quero ver sim!
Bjs Mau!
Acredito q fui um dos poucos q não achei este filme toda essa maravilha q dizem.
Pelo contrário, achei o filme visualmente plástico mas com um roteiro superficial e simplista…dizer q só pq as crianças são mal tratadas seria motivo para serem nazistas é quase maniqueísmo, não levando em conta outros fatores para o surgimento de tal movimento.
Saldanha, eu nintendi nada desse filme. Nada mesmo. Não sou burro, mas realmente não estou por dentro da cultura retratada. Teria apreciado uma versão para iniciantes do assunto.
Filme PERFEITO..
tô sem palavras.
Engasgada;
=]
Pra mim foi um dos melhores filmes de 2009, Palma de Ouro mais do que merecida. Hoje em dia é difícil ver filmes em preto e branco, não quero entrar aqui em uma discussão se cinema é melhor colorido ou não, sinceramente pra mim tanto faz, gosto bastante dos dois.
Haneke fez uma intensa pesquisa pra escrever esse roteiro e tentar explicar as origens do nazismo, consultou psicologos, historiadores, etc. A fotografia do filme é linda, o filme é bem conduzido, uma pena passar batido pelo grande público.